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Aneurisma cerebral

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Aneurisma é a dilatação anormal geralmente de uma artéria, devido ao enfraquecimento da parede nesse local. São lesões perigosas e de elevado risco, que em caso de ruptura a pessoa pode morrer ou ficar com sequelas graves.

O aneurisma tem o nome do local onde surge. Por exemplo, se for na cabeça chama-se aneurisma cerebral, se for na artéria aorta é aneurisma da aorta.

Os aneurismas podem ter alguns milímetros até alguns centímetros. Acima dos dois centímetros de diâmetro são chamados de aneurismas gigantes.

Aneurisma cerebral

Os aneurismas do encéfalo mais frequentes são os cerebrais congénitos (nascem com a pessoa).

Como se forma

As artérias são formadas por 3 camadas. Na formação do feto, a camada do meio em determinada zona não se forma, o que vai enfraquecer as outras duas. Ao longo dos anos esta zona vai dilatando até poder formar o aneurisma.

Por esta razão o aneurisma manifesta-se normalmente em pessoas a partir do 40 anos. Há pessoas cujo aneurisma nunca se manifestou, ou seja, não rebentou.

Factores de risco que podem levar à ruptura

- Hipertensão arterial

- Dislipidémia (gordura no sangue)

- Diabetes (açúcar no sangue)

- Consumo de álcool e drogas

- Stress

- Pílula

- Esforços físicos

- Fumar.

A ruptura de alguns aneurismas pode ocorrer durante o sono.

Sinais e sintomas

O sintoma principal é a cefaleia (dor de cabeça) de grande intensidade, vómitos, convulsões e perda da consciência. A cefaleia pode passar para a parte de trás da cabeça (nuca), com rigidez nesta zona. Também pode evoluir para dor nas costas e pernas.

Diagnóstico

Os aneurismas cerebrais que não romperam são de difícil diagnóstico médico porque não dão dor de cabeça. Uma isquémia (o sangue não passa na artéria por ter um coágulo a obstruir) cerebral ou queda da pálpebra do olho pode ser sugestivo deste diagnóstico. O exame menos falível é a angiografia (exame que permite ver a delineação das artérias).

Se houver ruptura, o diagnóstico pode ser feito através das informações dadas pelo paciente. Se chegar ao hospital em coma (não se mexe nem fala) a TAC é suficiente para o diagnóstico. Neste caso o doente sofre um acidente vascular cerebral hemorrágico (trombose).

Se a TAC ainda não mostrar alterações e o paciente apresentar rigidez da nuca, o médico pode fazer uma punção lombar (colher líquido na parte inferior interna da coluna). Em situações normais este líquido que percorre a coluna internamente desde o cérebro, é transparente. Se houver hemorragia (sangue fora das artérias) o líquido é avermelhado.

Tratamento

Se o aneurisma ainda não se rompeu o paciente pode escolher a altura para se tratar, tendo em conta que quanto mais tempo passar maior a probabilidade de este se romper.

Os que rebentaram têm que ser tratados com a máxima brevidade. O tratamento pode ser feito através de cirurgia, embolização por cateter e onyx, conforme o estado de saúde e localização do aneurisma.

Na cirurgia abrem a cabeça e estancam a hemorragia com clipes metálicos.

A embolização por cateter consiste na introdução de um cateter na virilha até ao local do aneurisma e através deste introduz-se micro molas de platina até bloquear a hemorragia.

O tratamento pelo material chamado onyx é recente. É um líquido que no interior do aneurisma fica sólido, parando a hemorragia.

 

Referencias: Enfermagem Médico - Cirúrgica - Conceitos e Prática Clínica Segunda Edição em Português, Tradução da Quarta Edição em Inglês, Vol I, Vol II,
Enciclopédia Familiar da Saúde - Editora: Ediclube,
Diagnóstico e Terapêutica em Medicina Interna - Otto Miller

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Faça o seu comentário

Terezinha Bez on 16/10/2009 13:11:17
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Eu tive um aneurisma cerebral em 2008.
O médico havia me dado 5% de chance de sobrevivência,estava com cirurgia marcada e depois de uma angiografia a mesma foi cancelada.O meu médico me disse então que faria uma embolização, mas ao repetir o exame de angiografia no hospital Angelina Caron em Curitiba recebi a notícia que o tratamento seriá clínico.
Acredito que foi um milagre, só isso explica a minha cura sem sequélas o que é mais interessante.
Mas agora fica a pergunta quais os cuidados que devo ter uma vez que o médico me disse que a vida segue normalmente e que o risco de acontecer novamente é o mesmo de todos os demais seres humanos!
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Maria Oliveira on 17/10/2009 16:06:02
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Sr.ª Terezinha, o que lhe sucedeu não é comum. Infelizmente são raros os casos que terminam dessa forma.
A senhora deve ter uma vida saudável e evitar os factores de risco descritos no texto.
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mariluci Sandi on 10/11/2009 23:57:57
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gostaria de saber se o tratamento de embolização de aneorisma cerebral é seguro tenho familiar q teve e fez uma embolização ira retorna a consulta por esses dias , ainda sente mal estar e dor de cabeça leve.
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THIAGO XAVIER GONTIJO on 19/02/2010 19:04:53
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OLA A TODOS.EM 2001 TIVE UM ANEURISMA CEREBRAL PASSEI POT TODOS OS PROCESSOS COM EXAME ANJOPLASTIA E CIRURGIA NO HOSPITAL DE BASE DE BRASILIA, TENHO UMA VIDA NORMAL MAIS ULTIMAMENTE ANDO COM MUITO MEDO,TUDO QUE SINYO DE DIFERENTE JA PENSO QUE É REFERENTE AO ANEURISMA QUE TIVE ANTERIORMENTE,TENHO UM GRANDE DEFEITO EU CONSUMO FUMO E ALCOOL,MAIS MEU MÉDICO M FALOU QUE TENHO UMA VIDA NORMAL E GOSTARIA DE SABER QUAL O RISCO DE EU TER UM ANEURISMA DE NOVO?E QUAL EXAME QUE POSSO FAZER PARA SABE SE ESTA TUDO BEM??GRATO A TODOS
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Maria Oliveira on 05/03/2010 20:21:28
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Thiago, todos temos a mesma probabilidade de ter um aneurisma. Muitas pessoas morrem por outras causas, e tinham um aneurisma. Não há exames para saber porque o aneurisma pode surgir em qualquer artéria, e nas zonas do corpo por onde elas passam.
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Antonio Cruz on 12/03/2010 21:38:39
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A minha companheira de faz 26 anos foi submetida a uma cirurgia cerevral por causa de um aneurisma está neste momento nos cuidados intenssivos dos HUC Coimbra e hoje fiquei deveras preocupado porque ela não dizia as coisas correctas seja parecia alucinada tudo que dizia não tinha contexto ou se baseava na realidade se alguem me puder dizer se isso é normal eu agardecia imensso
muito obrigado
Antonio Cruz

tonxsol@gmail.com
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Maria Oliveira on 31/03/2010 17:18:58
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António, se o aneurisma rompeu, a sua parceira deve ter sangue no cérebro a comprimir tecidos. A evolução depende da quantidade de sangue, do local e do organismo de cada pessoa. Pergunte ao médico o prognóstico da evolução porque ele é que conhece a situação.
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Juliana Ckaroliny on 08/04/2010 14:00:24
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Olá queria saber quais podem ser as sequelas de um aneurisma cerebral, lhe agradeço se puderes me ajudar com esta informação, é urgente!!! Muito obrigada
Juliana Ckaroliny, João Pessoa- PB
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Maria Oliveira on 10/04/2010 16:01:39
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Juliana, as sequelas variam consoante a situação.
Pode haver várias sequelas como a pessoa deixar de mexer membros, de falar, coma, morte. São poucos os casos em que as pessoas ficam sem sequelas.
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Giselle on 26/04/2010 23:11:06
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Q o grau de risco de morte na cirurgia depende do tamanho e localização do aneurismza ou da modalidade cirurgica?
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Info do(a) Autor(a)
image , concluiu Curso Superior de Enfermagem em 1996 e a Licenciatura em Enfermagem em 2001. Fez em 2003 o Curso Inicial de Formadores e renovou em 2008. Editora do Conhecer Saúde.
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